Como eu vejo a oração, o pranto e o clamor sendo deísta


Eu sou deísta. Isso quer dizer que eu acredito em Deus, mas de um jeito diferente do que muita gente está acostumada. Para mim, Deus o grande Criador do Universo — Ele fez tudo com sabedoria, colocou leis naturais para tudo funcionar, e depois deixou que o mundo seguisse seu curso. É como se Ele tivesse criado uma máquina perfeita e deixado ela rodar sozinha.

Por isso, quando se fala em oração, pranto e clamor, eu vejo de outro jeito. Eu não acredito que Deus interfere diretamente nas nossas vidas, como mudar algo só porque pedimos. Então, quando alguém ora, chora ou clama por ajuda, eu não acho que Deus vai responder como se fosse uma conversa direta.

Mas isso não quer dizer que essas coisas não têm valor. Orar pode ser uma forma de refletir, de organizar os pensamentos, de buscar força dentro de si. Chorar e clamar também são formas de expressar dor, de liberar sentimentos, uma cartarde. Sim, o clamor e o pranto religioso podem funcionar como catarse, pois liberam emoções reprimidas e promovem alívio psíquico. Embora não façam parte da psicanálise formal, essas expressões intensas de fé podem gerar transformação emocional, sensação de paz e renovação interior, semelhantes à catarse terapêutica, ao permitir que sentimentos profundos sejam vivenciados e expressos com intensidade.

Mesmo que Deus não vá mudar o mundo por causa disso, essas ações ajudam a gente a se entender melhor e a lidar com os momentos difíceis.

No Deísmo, a ideia é que Deus já nos deu tudo: razão, natureza, consciência. Cabe a nós usar isso para enfrentar os desafios. Então, quando eu oro, não é para pedir milagres, mas para encontrar clareza. Quando eu choro, é para aliviar o coração. E quando eu clamo, é para lembrar que sou humano — e que posso crescer com cada experiência.

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