Do colo da mãe ao mundo: como os bebês descobrem quem são
Margaret Mahler foi uma médica e pesquisadora que estudou como os bebês se desenvolvem emocionalmente nos primeiros anos de vida. Ela queria entender como os bebês passam de um estado em que estão totalmente ligados à mãe para se tornarem pessoas com identidade própria.
Segundo Mahler, esse desenvolvimento acontece em três etapas principais:
1. Fase autística normal: nos primeiros dias de vida, o bebê vive como se estivesse ainda dentro da barriga da mãe. Ele não entende o que é ele e o que é o mundo ao redor. Só quer dormir e ser alimentado. É como se estivesse em um mundo só dele.
2. Fase simbiótica: por volta do segundo mês, o bebê começa a perceber que existe alguém que cuida dele — geralmente a mãe. Ele ainda não entende que ela é uma pessoa separada, mas começa a formar uma ligação forte com ela. Essa fase é importante porque é quando o bebê começa a guardar memórias e reconhecer quem o faz se sentir bem.
3. Fase de separação-individuação: aqui o bebê começa a se perceber como alguém separado da mãe. Ele explora o mundo, volta para ela quando precisa, e aos poucos constrói sua própria identidade. Essa fase tem quatro partes: o bebê começa a se diferenciar da mãe, explora o ambiente, depois volta a querer ficar mais perto dela, e por fim entende que ela existe mesmo quando não está por perto.
Mahler fez pesquisas observando mães e bebês juntos, e percebeu que a forma como a mãe cuida, segura e responde ao filho influencia muito nesse processo. Ela também estudou crianças com dificuldades emocionais para entender o que acontece quando esse desenvolvimento não segue o caminho esperado.
Essa teoria ajuda psicólogos e educadores a entenderem melhor o comportamento dos bebês e como a relação com os pais pode afetar o crescimento emocional. É como se Mahler tivesse desenhado um mapa do coração e da mente dos bebês, mostrando como eles aprendem a ser quem são.
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