Eu e o Deísmo

Desde cedo, aprendi a questionar o que me diziam sobre Deus e religião. Não por rebeldia, mas por um desejo sincero de entender o mundo com honestidade. Lembro quando passei por uma fase em que questionava o meu líder espeiritual sobre questões confrontadoras. Ele chegou a me dizer que eu podia continuar com a minha curiosidade, mas apelou para que eu nunca deixasse de acreditar em Deus. Eu continuei questionando, mas não garanto crer em Deus da mesma forma. Aliás prefiro me dirigir a inteligência suplible como o Eterno. Foi lendo A Era da Razão, de Thomas Paine, que encontrei palavras que traduziam o que eu já sentia: que a verdadeira fé não precisa de templos, dogmas ou rituais complicados. Ela vive na razão, na natureza, na consciência, no mistério, na curiosidade de quem não se conforma com respostas prontas.

Creio no Deísmo. Isso quer dizer que acredito no Eterno, mas não da forma que as religiões organizadas costumam ensinar. Para mim, o Eterno é o criador do universo, a inteligência por trás das estrelas, dos oceanos e da vida. Mas não é um ser que interfere o tempo todo, punindo ou recompensando como um tirando sádico. O Eterno nos deu a razão, a capacidade de pensar, e espera que a usemos para viver com justiça e compaixão.

Thomas Paine dizia que a criação é a verdadeira Bíblia. E eu concordo. Quando olho para o céu, vejo um livro aberto. Cada estrela, cada árvore, cada animal é uma prova da existência de algo maior. Não preciso de milagres escritos em textos antigos para acreditar. A própria existência já é um milagre.

Não rejeito a espiritualidade. Pelo contrário, ela é parte de mim. Mas não aceito que alguém diga que só há um caminho certo, ou que devemos seguir regras feitas por homens em nome do Eterno. A razão é meu guia. E ela me ensina que amar, respeitar e buscar a verdade são atitudes mais divinas do que qualquer ritual.

O Deísmo me dá liberdade. Liberdade para pensar, para duvidar, para buscar respostas sem medo. E também me dá responsabilidade: se Deus não interfere, então somos nós que devemos cuidar uns dos outros e do mundo. Não há desculpas. Somos parte da criação, e temos o dever de honrá-la com nossas ações.

Assim como Paine, acredito que a fé deve andar de mãos dadas com a razão. E que Deus, o verdadeiro Deus, não está preso a livros ou igrejas, mas vive em tudo o que é verdadeiro, belo e justo.

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