Eu Planto, mas enquanto durmo a vida cresce.


Quando leio Marcos 4:26–29, eu me vejo como aquele homem que lança a semente na terra. Eu não entendo exatamente como ela cresce. Mesmo quando estou dormindo ou distraído, algo acontece de forma misteriosa e natural. A planta brota, a espiga aparece, e o grão amadurece. Tudo isso sem que eu precise controlar cada passo.

Como alguém que acredita que o Eterno criou o universo com sabedoria e deixou que ele funcionasse por si só, esse trecho me faz pensar que há uma ordem invisível guiando tudo. Deus não precisa intervir o tempo todo, porque ele já colocou em movimento leis perfeitas. A natureza sabe o que fazer. A vida sabe como crescer.

Isso me ensina a confiar. Quando eu planto algo — uma ideia, uma atitude, um gesto de bondade — nem sempre vejo o resultado imediato. Mas sei que, como a semente, aquilo pode estar crescendo em silêncio. Não preciso entender tudo para acreditar que há propósito.

Também aprendo sobre paciência. O agricultor não colhe no dia seguinte. Ele espera. E quando o grão está maduro, ele age. Assim é comigo: há momentos de plantar, de esperar, e de colher. O reino do Eterno, para mim, é esse sistema natural e espiritual que funciona com sabedoria, mesmo quando não percebo.

Essa parábola me lembra que viver bem é plantar com intenção e confiar no processo. O Eterno está presente na estrutura da vida, na forma como tudo se conecta. E isso me dá paz. Mesmo sem milagres visíveis, o simples fato de uma semente virar alimento já é um milagre que me faz acreditar.

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