Minha relação com os evangelhos
Desde pequeno, sempre ouvi falar dos evangelhos como histórias sagradas sobre Jesus. Mas, com o tempo, comecei a enxergar essas narrativas de um jeito diferente. Eu sou deísta — isso quer dizer que acredito no Eterno como Criador do universo, mas não como alguém que interfere diretamente na vida das pessoas ou realiza milagres. Para mim, Eterno é o grande arquiteto da criação: criou tudo com sabedoria e deixou que o universo seguisse seu curso natural.
Mesmo assim, os evangelhos têm um valor enorme na minha vida. Não os vejo como relatos sobrenaturais, mas como ensinamentos profundos sobre ética, compaixão e humanidade. Jesus, para mim, foi um grande mestre — alguém que viveu com coragem, falou sobre amor ao próximo e enfrentou injustiças com firmeza. Não preciso acreditar que ele fez milagres para admirar sua mensagem.
Quando leio os evangelhos, não estou buscando provas de fé ou revelações divinas. Estou procurando sabedoria prática, ideias que me ajudem a ser uma pessoa melhor. Gosto das parábolas, por exemplo. A maioria delas possuem grandes lições, que me fazem pensar sobre como trato os outros e como posso viver com mais empatia.
Ser deísta não me afasta dos evangelhos — apenas me faz interpretá-los com mais liberdade. Vejo neles um reflexo da busca humana por sentido, por justiça e por conexão. E isso, para mim, é profundamente espiritual. Não preciso de milagres para sentir que há algo maior. Basta olhar para o céu, para a natureza, e para os gestos de bondade entre as pessoas. É aí que encontro o Eterno — Jesus mesmo ensinou a olhar a natureza com atenção e reverência. Ele falava dos lírios do campo, das aves do céu, da figueira e das sementes. Com esses exemplos simples, a leitura dos evangelhos pode despertar sabedoria, fé e humildade. Aprendo com o mundo natural a confiar, crescer e florescer com propósito e é aí que os evangelhos continuam fazendo sentido.
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