Para o deísmo Jesus salva

Muita gente acredita que Jesus veio ao mundo para nos salvar dos nossos pecados e garantir um lugar no céu. Essa é a ideia mais comum nas religiões cristãs. Mas e se a gente olhasse para Jesus de outro jeito? E se, em vez de vê-lo como alguém com poderes mágicos enviados por Deus, a gente o enxergasse como um grande professor, alguém que veio nos mostrar como viver melhor?

Os deístas acreditam que Deus existe, sim, mas que Ele criou o universo e deixou que ele funcionasse por conta própria, como um relógio bem ajustado. Eles não acreditam que Deus fique interferindo o tempo todo, fazendo milagres ou mandando mensagens especiais. Por isso, para os deístas, Jesus não veio para “nos salvar” de um inferno ou de um pecado original. Ele representa algo ainda mais importante: alguém que dedicou a vida a ensinar pessoas a pensarem, a amarem umas às outras e a viverem com mais consciência.

Se a gente fosse dizer que Jesus “salva” de alguma coisa nessa visão, seria mais ou menos assim: ele nos salva da nossa ignorância, da nossa maldade, da nossa própria injustiça. Ele nos mostra que dá pra viver com empatia, com coragem, com respeito pelos outros. Ele nos inspira a sermos pessoas melhores, não porque temos medo de um castigo divino, mas porque entendemos, com a nossa própria razão, que isso é o certo a se fazer.

Imagina como seria um mundo onde as pessoas seguissem os ensinamentos de Jesus não por obrigação, mas porque realmente acreditam que amar o próximo, perdoar e buscar a verdade são atitudes que fazem o mundo melhor. Essa seria a “salvação” que ele traria: uma transformação aqui e agora, dentro de nós e ao nosso redor.

No fim das contas, talvez a maior missão de Jesus, nessa visão, não seja nos levar para o céu, mas nos ajudar a construir um mundo mais justo e humano. E isso, convenhamos, já seria uma salvação e tanto.

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