Quando percebi que Deus não escolhe favoritos

Eu cresci ouvindo que Deus tinha um povo escolhido. Que algumas pessoas eram especiais pra Ele, que Ele dava bênçãos, protegia, guiava, e que só quem estivesse dentro desse grupo seria salvo ou amado de verdade.

Por muito tempo, tentei fazer parte desse grupo. Seguia regras, ia à igreja, me esforçava pra ser “bom”. Mas lá no fundo, eu sentia que estava tentando ser alguém que eu não era. Como se eu tivesse que mudar pra merecer o amor de Deus.

Até que um dia, eu comecei a pensar diferente. Olhei pro céu, pras estrelas, pra natureza, e senti que tudo isso foi criado por algo muito maior — uma inteligência incrível. E aí me veio uma ideia: e se Deus criou tudo isso, mas não interfere o tempo todo? E se Ele nos deu liberdade pra viver, pensar e sentir por conta própria?

Foi aí que descobri o deísmo. Uma forma de acreditar em Deus sem achar que Ele escolhe favoritos, sem achar que Ele castiga ou recompensa com base em religião. No deísmo, Deus criou o universo com leis perfeitas — como a gravidade, o tempo, a vida — e deixou que a gente seguisse nosso caminho com liberdade.

Isso me libertou. Porque percebi que não preciso ser “escolhido” pra ter valor. Não preciso me encaixar num grupo pra ser amado. Deus não está dividindo a humanidade entre certos e errados. Ele nos deu razão, consciência e a chance de viver com autenticidade.

Hoje, eu não sigo uma religião. Mas acredito num Criador que nos deu o presente da vida — sem exigir que a gente se esconda ou se apague. E isso, pra mim, é muito mais bonito do que qualquer ideia de povo exclusivo.

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