Um dia perfeito no zoológico de Salvador

Hoje quero registrar uma memória que me tocou profundamente: nosso passeio em família ao zoológico de Salvador. Estávamos eu, minha esposa e nossa filha — três almas conectadas por laços que vão além do sangue, unidos por algo maior, certamente pela própria força que rege o universo.

O dia começou com um céu limpo e um sol gentil, anunciando que o mundo estava em perfeita sintonia. A natureza parecia nos receber com braços abertos: palmeiras altas dançavam com o vento, pássaros cantavam sem pressa, e o verde ao nosso redor transmitia uma paz difícil de explicar. Não vejo tais coisas como milagres no sentido tradicional, mas acredito que existe uma inteligência por trás dessa ordem belíssima — uma força que criou tudo e deixou que a vida se mostrasse dessa maneira.

Caminhar ao lado da minha esposa e ver o brilho nos olhos da nossa filha foi como contemplar a beleza da criação em sua forma mais pura. Cada animal que vimos, das araras vibrantes aos felinos imponentes — como aquela sussuarana —parecia cumprir seu papel com naturalidade, como se cada ser tivesse sido desenhado com propósito. E nós, como parte dessa mesma criação, estávamos ali apenas vivendo, sentindo e aprendendo.

Nossa experiência no aviário foi como atravessar um portal para outro mundo. Assim que entramos, fomos envolvidos por uma explosão de cores, sons e movimentos. Era como se a própria natureza tivesse decidido nos receber com festa.

As aves voavam livremente acima das nossas cabeças, algumas pousavam nos galhos próximos, outras cantavam com uma alegria contagiante. Minha filha ficou encantada — os olhos dela brilhavam ao ver uma arara vermelha abrindo as asas bem na nossa frente. Minha esposa sorria, e eu só conseguia pensar em como tudo aquilo parecia parte de um plano maior, desenhado por uma inteligência que criou as leis da vida e deixou que tudo florescesse por si só.

Ali dentro, cercado por pássaros de todas as cores e tamanhos, senti uma paz profunda. Não era só pela beleza — era pela harmonia. Cada espécie ali tinha seu espaço, seu papel, sua forma de existir. E nós, como visitantes, éramos apenas observadores privilegiados dessa ordem natural.

Foi um dos momentos mais marcantes do nosso passeio. O aviário não era só um lugar cheio de aves; era um lembrete de que o mundo funciona com uma precisão impressionante, e que há beleza em cada detalhe da criação. Saímos de lá em silêncio, como quem acabou de viver algo sagrado — não no sentido religioso, mas no sentido mais puro da palavra: algo que merece respeito, admiração e gratidão.

Tiramos uma foto juntos, com um fundo que parecia pintado: uma cerca de madeira, um caminho curvo, palmeiras ao fundo e construções com telhados vermelhos. Mas o que mais me marcou não foi a paisagem — foi a expressão de alegria nos nossos rostos. Aquela imagem capturou mais do que um momento; capturou a essência de um dia em que tudo fez sentido.

Não preciso de sinais divinos para saber que esse dia foi especial. Basta olhar ao redor e perceber que o universo, em sua sabedoria silenciosa, nos oferece momentos como esse para lembrar que estamos vivos, que somos parte de algo maior, e que o amor é uma das forças mais belas que existem.

Esse passeio foi mais do que uma visita ao zoológico. Foi uma celebração da vida, da família e da harmonia que existe quando estamos em sintonia com o mundo natural. E por isso, sou profundamente grato.

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