Amar: uma dança universal que nunca termina
Eu caminho pelo mundo com a certeza de que há uma ordem maior que sustenta tudo. O sol nasce sem que eu peça, a árvore floresce sem que eu ordene, e o vento sopra sem que eu o controle. Essa harmonia silenciosa me revela que existe uma inteligência que criou tudo e deixou que a vida seguisse seu curso, livre e plena.
Dentro dessa ordem, eu descubro o amor. Amar não é apenas sentir algo bonito — é reconhecer que cada ser carrega em si a mesma essência que me faz existir. Quando eu amo, eu não estou separado do mundo, mas unido a ele, como uma onda que pertence ao oceano, como uma folha que dança com o vento.
O amor é também escolha. Eu posso viver fechado em mim mesmo, mas quando decido amar, eu me abro para o fluxo natural da vida. Amar é como respirar: não é obrigação, é necessidade. É estar em sintonia com aquilo que me envolve, com o que pulsa além de mim.
Amar é desejar o bem, mesmo em silêncio. É compreender sem exigir. É estar presente com leveza, sem querer possuir. É olhar para o outro e enxergar nele a mesma luz que habita em mim. É cuidar, mesmo quando não há retorno. É permitir que o amor seja livre, como a água que corre sem resistência.
E quando amo, sinto que toco algo infinito. Mesmo sendo limitado, percebo que minha vida se conecta com algo maior. O amor me lembra que não sou apenas um indivíduo isolado, mas parte de uma dança universal que nunca termina — uma dança feita de gestos simples, de escuta profunda, de compaixão silenciosa.
Amar é viver com consciência. É caminhar com o coração aberto. É tocar o eterno com os pés no chão.
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