Buscando o Criador com a Razão e o Coração
A curiosidade infantil de entender como tudo começou me fazia olhar para o céu cheio de estrelas, sentir o vento no rosto, contemplar a imensidão diante dos olhos e pensar: “Quem fez tudo isso?”. Acredito que essa pergunta não foi — e não é — apenas minha. Ao longo da história, muitas pessoas buscaram compreender o mistério por trás da criação do mundo.
A primeira coisa que percebi é que Deus não é algo que se vê com os olhos, como uma árvore ou um animal. Mesmo sem vê-lo, muitas pessoas acreditam que Ele existe. Por quê? Porque tudo o que existe parece ter vindo de algum lugar. Nada surge do nada. Uma árvore nasce de uma semente, um animal nasce de outro animal, e nós também temos uma origem. Mas e o início de tudo? Quem foi a primeira causa?
Eu acredito que Deus é essa causa primeira. Para mim, Ele é o início de tudo: do universo, da vida, do tempo. É difícil imaginar algo que nunca teve começo, que sempre existiu. Mas é ainda mais difícil acreditar que tudo surgiu sozinho. Usando a razão, percebi que faz sentido crer em um ser superior, diferente de tudo o que conhecemos. Eu o chamo de O Eterno.
Mas será que é possível conhecer o Eterno de verdade? Essa foi minha segunda grande pergunta. E a resposta que encontrei foi: sim e não. Sim, porque podemos aprender algumas coisas sobre Ele. Não, porque compreender tudo sobre o Eterno é impossível. Ele é infinito, e nós somos finitos. É como tentar colocar o oceano dentro de um copo.
Ainda assim, há muito que podemos descobrir. A natureza fala sobre o Eterno. Quando olho para o céu e vejo o sol brilhando, as estrelas cintilando, percebo uma história silenciosa sobre um Criador. É como se a criação fosse uma carta aberta, escrita sem palavras, mas cheia de significado.
A Bíblia também nos ajuda. Textos como o livro de Jó e o Salmo 19 mostram como a criação revela a grandeza do Criador. Eles não explicam tudo, mas apontam para algo maior. Até Jesus falou sobre isso, ao dizer: “Olhai os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam.” Ele mostrava que até as flores, simples e belas, são prova do cuidado do Eterno.
Com tudo isso, aprendi que o Criador é justo, amoroso, poderoso, sábio, misericordioso e fiel. Não porque eu compreendi tudo sobre Ele, mas porque Ele se revela na natureza. E também porque nos deu algo muito especial: a capacidade de pensar, sentir, amar e acreditar.
Hoje, quando alguém me pergunta se acredito no Eterno, respondo que sim. Não porque alguém me obrigou, mas porque a razão e o coração me conduziram até Ele. E quanto mais reflito, mais percebo que essa busca não é apenas sobre entender o universo. É sobre compreender a mim mesmo, meu lugar no mundo e o propósito da vida.
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