O tempo é desperdiçado quando tento contá-lo
O tempo é desperdiçado quando tento contá-lo. Eu percebo isso toda vez que fico olhando para o relógio, esperando que algo aconteça ou contando os dias para chegar uma data especial. Parece que, quando faço isso, deixo de aproveitar o que está acontecendo agora. É como se eu estivesse sempre correndo atrás do futuro ou preso no passado, sem viver de verdade o presente.
Já aconteceu comigo de ficar ansioso esperando dias especiais. Eu marcava no calendário cada dia que passava, mas, enquanto isso, não aproveitava os momentos que estavam diante de mim. Quando finalmente chegava o dia esperado, eu percebia que tinha perdido várias oportunidades de me divertir antes. Contar o tempo demais me faz esquecer que cada segundo pode ser importante.
O tempo não é só números. Ele é feito de experiências: uma conversa com amigos, uma risada inesperada, ou até um silêncio que me faz pensar. Quando estou realmente presente, sinto que o tempo vale mais. Uma hora em silêncio ou ouvindo música pode parecer muito mais longa e significativa do que várias horas olhando para o relógio.
Claro que eu sei que preciso de horários e prazos. Tenho que estudar, ir ao trabalho, cumprir tarefas. Mas também sei que, se eu viver apenas contando minutos, vou perder o que realmente dá sentido à vida. O tempo não é algo que eu acumulo; é algo que eu vivo.
Por isso, tento mudar minha forma de pensar. Em vez de ficar preso na contagem, quero aproveitar cada instante. Quero estar inteiro no presente, quando aprendo algo novo ou quando simplesmente descanso. O tempo é desperdiçado quando tento contá-lo, mas se torna precioso quando eu me entrego ao agora. No fim, não é a quantidade de horas que vai definir minha vida, mas a qualidade dos momentos que escolho viver.
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