Reflexões de um Deísta, respeitando a Fé dos Teístas


Minhas reflexões neste blog giram em torno da visão deísta. Foi essa forma de pensar que me conquistou depois que deixei o ministério pastoral. Ainda assim, reconheço e respeito aqueles que seguem o teísmo e encontram nele propósito e sentido para viver. Embora eu siga o caminho do deísmo, reconheço que o teísmo oferece outra maneira de buscar sentido. No teísmo, a ideia central é que o Eterno está presente em cada detalhe do mundo e, muitas vezes, age diretamente, realizando milagres e revelando propósitos através do mistério e da profecia. É uma visão que convida as pessoas a confiarem no propósito divino que conduz a história e a aceitarem que nem tudo é totalmente compreensível. Respeito profundamente quem encontra nessa visão sua forma de viver e acreditar, eu já estive desse lado. 

No deísmo, Deus é compreendido como o criador do universo, aquele que estabeleceu leis naturais perfeitas para que tudo funcionasse em harmonia. Depois desse ato criador, Ele não interfere mais diretamente no cotidiano do mundo. Essa perspectiva me inspira a usar a razão e a observação como caminhos para compreender o universo, a existência de Deus e as minhas próprias experiências cotidianas, sem esperar milagres ou revelações sobrenaturais. O que me fascina nessa visão é a confiança de que o mundo foi estruturado de forma ordenada e inteligível. Isso me motiva a investigar, a questionar e a aprender, acreditando que cada descoberta científica ou filosófica é também uma forma de me aproximar do Eterno. 

No fim das contas, o que considero essencial é manter viva a curiosidade e a busca por compreensão. Para mim, o deísmo é o caminho que melhor traduz, hoje, a minha própria jornada de fé, que se apoia no razão e na beleza das leis naturais que sustentam o universo.

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