Eu e o Deísmo: razão, café e álcool
Eu gosto de pensar sobre religião e filosofia, mas de um jeito diferente. Não sigo uma igreja, não acredito que existam rituais mágicos que aproximem a gente de Deus. Eu sou deísta. Isso significa que acredito em Deus como criador do universo, mas penso que Ele não interfere no nosso dia a dia. Para mim, o que importa é usar a razão, observar a natureza e viver de forma ética.
Muita gente me pergunta: “Mas você bebe álcool? O Deísmo permite?”. A verdade é que o Deísmo não tem regras sobre isso. Diferente de religiões que proíbem ou ritualizam o vinho, nós deístas não temos mandamentos sobre bebidas. Se eu tomo uma taça de vinho, não é para me conectar com Deus, é só porque gosto do sabor ou porque estou com amigos. O que guia minha escolha é a razão: se beber demais me faz mal, eu evito. Se atrapalha minha clareza mental, eu paro.
Voltaire, um dos pensadores deístas mais famosos, era apaixonado por café. Dizem que ele bebia dezenas de xícaras por dia! Para ele, o café era combustível para pensar, escrever e debater. Eu me identifico com isso: quando tomo café, sinto que minha mente desperta, que consigo refletir melhor. O café virou quase um símbolo da vida intelectual dos deístas, porque nos ajudava a manter a razão ativa.
Já o álcool, para nós, nunca teve valor espiritual. Era apenas parte da vida social. Thomas Paine, outro grande deísta, vivia em sociedades onde vinho e cerveja eram comuns. Ele não via problema nisso, desde que fosse moderado. E eu penso igual: não é o álcool que aproxima ou afasta de Deus, é a forma como usamos nossa liberdade e responsabilidade.
Ser deísta é viver com equilíbrio. Eu posso beber, mas não preciso. Posso tomar café, e isso até me ajuda a pensar melhor. No fim, o que importa é que minhas escolhas sejam guiadas pela razão e pela ética, não por superstição ou obrigação.
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