A INFELICIDADE TAMBÉM TEM A VER COM QUERER SER RELEVANTE O TEMPO TODO
Houve tempos em que buscar estar no centro das atenções e ser relevante aos olhos dos outros era praticamente vital para mim, mas percebi como essa busca por relevância constante pode ser um veneno silencioso. Durante muito tempo, senti que precisava provar meu valor diariamente — nos projetos e papéis que desempenhava, nas relações, até nas pequenas interações. Era como se a minha importância dependesse de estar sempre visível e ser sempre reconhecido. Mas essa corrida não tem linha de chegada. Quanto mais se tenta, mais vazio se sente.
Hoje compreendo que essa necessidade de ser relevante o tempo inteiro é adoecedora. Ela rouba a paz, aumenta a ansiedade e nos afasta do que realmente importa. A vida não se resume a aplausos ou validações externas. O que dá sentido é estar presente, cultivar vínculos genuínos, apreciar o cotidiano sem a obrigação de ser extraordinário.
Ser relevante não significa ocupar o centro das atenções. Significa ter impacto real, ainda que discreto: ouvir alguém com atenção, oferecer apoio sem esperar reconhecimento, viver de acordo com valores que nos sustentam. É nesse espaço que encontro serenidade.
Aos poucos, aprendi que não preciso ser importante o tempo todo. Posso encontrar sentido em ser simples . E, nesse ser, há uma relevância que não depende de curtidas, cargos ou títulos. Há uma importância que nasce da simplicidade, da autenticidade e da consciência de que minha vida tem valor mesmo sem holofotes.
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