Aceitar para Crescer: Minha Visão Estoica

Aceitar não é fraqueza, mas liberdade. Quando deixo de resistir ao inevitável, encontro coragem para agir e transformar dificuldades em oportunidades de crescimento pessoal.

Ao ler o trecho do Pequeno Manual Estóico de Jonas Salzgeber, sobre aquiescência eu percebo o quanto faz sentido aceitar a realidade em vez de lutar contra ela. Os estoicos defendiam que não adianta resistir ao que não está em nosso controle, porque isso só gera sofrimento. Salzberger apresenta a metáfora do cachorro preso à carroça: ou ele anda junto e aproveita o caminho, ou resiste e é arrastado. Eu vejo que muitas vezes faço como o cachorro teimoso, tentando mudar o que não pode ser mudado, e acabo sofrendo mais.  

O exemplo do baralho também é poderoso. Não escolhemos as cartas que recebemos, mas podemos decidir como jogá-las. Isso me lembra que, na vida, não controlo os acontecimentos, mas controlo minhas atitudes. Essa ideia me dá força, porque mostra que sempre existe espaço para agir com inteligência, mesmo em situações difíceis.  

A história de Thomas Edison é inspiradora. Aos 67 anos, ele perdeu quase tudo em um incêndio, mas em vez de se desesperar, chamou a família para assistir ao espetáculo das chamas e no dia seguinte já estava reconstruindo tudo o que havia sido destruído pelo fogo. Eu penso que essa reação mostra o verdadeiro espírito estoico: aceitar o que acontece e transformar em oportunidade de recomeço. Não é passividade, é ação consciente.  

Marco Aurélio comparava os acontecimentos a remédios receitados por um médico. Mesmo que sejam amargos, eles servem para nos fortalecer. Eu gosto dessa visão porque me ajuda a enxergar os problemas como parte de um tratamento da vida para me tornar melhor.  

Outra reflexão importante é que não sabemos se algo é realmente bom ou ruim, porque as consequências podem mudar com o tempo. Uma aparente má sorte pode abrir portas, e uma boa sorte pode trazer complicações. Por isso, eu tento aceitar tudo como se fosse minha escolha. Isso me faz sentir menos vítima e mais protagonista da minha própria vida.  

No fim, eu acredito que a mensagem é clara: aceitar não é desistir, é alinhar nossa vontade com a realidade e agir com coragem. Essa postura reduz o sofrimento e aumenta nossa força diante dos desafios.

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