Confissão de um Deísta

Creio em Deus, mas não no Deus das religiões que se erguem em templos e dogmas. Creio em um Criador que se revela no silêncio das estrelas, na ordem das leis naturais, na harmonia que sustenta o universo. Não preciso de milagres para acreditar, pois o maior milagre é a própria existência.

Rejeito a ideia de que a verdade esteja aprisionada em livros sagrados ou em autoridades humanas. A razão é minha bússola, e a contemplação da natureza é meu altar. Vejo em cada árvore, em cada onda do mar, em cada átomo que vibra, a assinatura de uma inteligência suprema que não se impõe, mas se manifesta.

Não oro pedindo favores, não espero intervenções. O Deus em que acredito não manipula destinos, mas concede liberdade. É um Deus que inspira, não que controla. É presença, não imposição. É princípio, não tirano.

Minha fé é simples: há um Criador, e sua obra é o cosmos. Minha devoção é viver com dignidade, buscar a verdade, cultivar a justiça e respeitar a vida. Se há um propósito, ele está em usar a razão e a consciência para honrar aquilo que foi dado — a existência.

Assim confesso: sou deísta. E nesta fé encontro paz, porque não preciso de certezas absolutas, apenas da convicção de que o universo não é fruto do acaso, mas de uma mente eterna que nos convida a pensar, a sentir e a ser.

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