Minha Tatuagem


Recentemente, decidi registrar na pele os quatro pilares fundamentais que regem a minha vida: coragem, sabedoria, justiça e temperança. Olhando para a minha nova tatuagem no antebraço, vejo um mapa bem desenhado do caráter que desejo construir dia-a-dia e do equilíbrio constante que busco manter numa fase da vida repleta de escolhas importantes, amadurecimento e descobertas sobre quem realmente sou.

No topo da arte, a figura imponente do leão representa a coragem necessária para encarar qualquer obstáculo de frente. O leão não surge ali como símbolo de violência ou dominação, mas sim de bravura, dignidade e nobreza interior. É a garra exigida para não recuar diante das pressões da vida adulta e manter o peito aberto diante dos desafios.

Logo abaixo, a coruja em voo simboliza a sabedoria. Ela me lembra da importância de observar o ambiente com inteligência e discernimento antes de tomar qualquer atitude. Como a coruja possui a habilidade de enxergar além do óbvio e na penumbra, ela representa a busca por clareza nos momentos de dúvida, evitando decisões precipitadas ou movidas por impulsos passageiros.

Ao lado, a figura de Justitia segurando a balança com os olhos fechados e a foto da minha esposa. Decidir retratar com a imagem da minha esposa porque, juntos, há 23 anos, procuramos avaliar as nossas decisões para o bem de nossa família com verdade e imparcialidade. (Obrigado, minha esposa. Eu amo você! ) A balança é o instrumento de medição das nossas escolhas, ações e consequências. Ter esta grande mulher retratada de olhos fechados carrega uma simbologia muito forte: a imparcialidade absoluta. Fechar os olhos, nesse contexto, significa silenciar os ruídos, os julgamentos alheios e as aparências superficiais para avaliar as situações com verdade e neutralidade.

A postura serena e feminina também evoca diretamente a temperança. Essa virtude perpassa todo o conjunto da tatuagem, funcionando como a liga que une o poder do leão e a mente analítica da coruja. A temperança é o autocontrole emocional, a moderação e a capacidade de manter a paz interior em momentos turbulentos, garantindo que a balança seja manuseada sem sobressaltos.

Carregar essa arte no meu antebraço é um lembrete vivo e constante do meu compromisso pessoal com a evolução. Ela resume o equilíbrio que pretendo cultivar diariamente: ter a força do leão para lutar, a visão da coruja para planejar, o senso de justiça da balança para ponderar e a serenidade da temperança para agir sempre com integridade.

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