FELICIDADE É NAO SABER NADA


Eu sou alguém que gosta de pensar por conta própria. Não aceito tudo o que me dizem sem antes refletir. Foi por isso que me identifiquei com Erasmo de Rotterdam, um pensador que viveu há séculos, mas que parece conversar comigo até hoje. 

Erasmo de Rotterdam (1466–1536) foi um dos maiores humanistas do Renascimento, conhecido como “Príncipe do Humanismo”. Nascido em Rotterdam, na Holanda, com o nome Desidério Erasmo, estudou em mosteiros e universidades europeias, incluindo Paris e Cambridge. Viajou por diversos países, difundindo ideias de reforma religiosa e valorização dos clássicos. Defendia uma fé interior, livre de excessos e formalismos, e criticava a corrupção do clero. Sua obra mais célebre, Elogio da Loucura, usa ironia para denunciar hipocrisia e vaidade. Morreu em Basileia, deixando um legado que influenciou a filosofia, a educação e a teologia cristã.

O que mais me chamou atenção foi a frase dele: “Não saber nada é a vida mais feliz.” No começo, achei que ele estava defendendo a ignorância, mas depois entendi que era uma crítica à arrogância de quem acha que sabe tudo. Erasmo queria que as pessoas fossem mais humildes, mais éticas, e que buscassem uma fé verdadeira, sem precisar de rituais complicados ou intermediários.

Eu também penso assim. Acredito que a consciência é o que mais importa. Não é preciso decorar regras ou seguir cegamente o que dizem os outros. O que vale é agir com respeito, com justiça, com empatia. E foi aí que percebi como o pensamento de Erasmo se parece com o deísmo — uma filosofia que diz que Deus criou o mundo, mas que não fica interferindo o tempo todo. Os deístas acreditam que podemos conhecer Deus pela razão, pela natureza e pela moral. Assim como Erasmo, eles valorizam a liberdade de pensar e a simplicidade da fé.

Essa ideia me inspira. Me faz querer viver de forma mais consciente, mais leve, mais verdadeira. Não quero ser um robô que repete o que os outros dizem. Quero ser alguém que busca sentido nas coisas, que aprende com os erros, que escuta o coração e a razão ao mesmo tempo. E se isso parecer loucura para alguns, tudo bem. Como diria Erasmo, talvez a loucura seja o caminho mais sábio.

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